sábado, 7 de abril de 2012

De volta ao olho do furacão (2)

Continuação...

Pesquisamos na internet e pegamos dicas com amigos que também adotaram o método. Lá estávamos nós pondo em prática a cansativa e polêmica técnica do "nana neném".

"Nana Neném" é uma técnica criada por especialistas espanhóis, que foi difundida em todo o mundo por sua eficácia e medidas que geraram polêmicas. Resumidamente, a técnica prega que os pais devem criar uma rotina para os filhos, que inclui "a hora de dormir". Sendo assim, quando ele acordar de madrugada ou fora do horário estipulado para dormir, os pais deixam o bebê no berço, acordado (às vezes, chorando), até que ele caia no sono. O método segue uma rotina na qual em determinados intervalos de tempo os pais entram no quarto para que o filho os veja e saiba que não está só, mas sem afagos nem colo.

Às 4h:

-Ufa, ele parou de chorar.
-Tá vendo que ótimo, Paulo?
-Ju, tenho que te contar uma coisa.
-Eu peguei ele.
-PAULO! Você tá roubando!
-Ele tava soluçando e tremendo.
-Paulo, me contaram que tem crianças que vomitam para chamarem a atenção dos pais! Assim não há técnica que resista! Você precisa ser forte!

No terceiro dia, o Antônio Bento estava dormindo A NOITE TODA. Minha sogra, aplicou a técnica também de dia, o que deu mais eficácia ao método.

Muito inteligente, nosso filho percebeu que hora de dormir é hora de dormir. Fizemos o "nana neném" obedecendo o tempo estipulado para que ele não se sentisse abandonado.

É sempre bom deixar uma chupeta disponível e um "ursinho" que ele possa abraçar para voltar a dormir tranquilo. O Antônio Bento tem o "Mike", seu querido amigo e companheiro durante as noites de sono.


Mike, meu inseparável companheiro...

O sétimo mês foi extremamente desgastante, porém, um mês que entrará para a história. Além de ter formado um bebê mais independente, foi neste mês que Antônio Bento entrou no mar pela primeira vez!


Nas águas claras de Cabo Frio...

Durante um final de semana em Cabo Frio, litoral fluminense, nosso filho pôde sentir o gosto da água salgada e o balanço das ondas.

Seu dentinho de cima já está apontando e sentar já não é uma dificuldade. Aliás, posso afirmar que pela primeira vez, o Antônio Bento está se locomovendo sozinho! Numa manhã como outra qualquer, sem o menor aviso, nosso filho partiu em desparada engatinhando como se este fosse seu esporte predileto!



Nosso bebê estava engatinhando bem em frente aos nossos olhos. Foi inacreditável!

Como um pequeno homem, ele já participa do jantar da família, comendo a segunda papinha salgada do dia.
Um mês de cada vez, vamos aprendendo que o tempo e a calma são essenciais para nós pais de primeira viagem.

terça-feira, 27 de março de 2012

Clipping PAIciência

Você é o tipo de pai ou mãe que só falta colocar a criança dentro do estetilizador junto com os bicos de mamadeira? Saiba que você pode prejudicar o sistema imunológico do seu filho.
Pesquisadores de Harvard, nos EUA, constataram que a não exposição a micróbios nos primeiros meses de vida acarreta um desequilíbrio no sistema imunológico.

Veja a matéria publicada no Jornal Nacional clicando aqui.

quarta-feira, 21 de março de 2012

De volta ao olho do furacão (1) - 7° mês

Minhas suspeitas do último post se confirmaram, estávamos caminhando para o fim de uma era, dando adeus ao bebê relógio.

-Ju, ele tá chorando.
-Que horas são?
-01h30 da manhã. Deve ser fome. Vou lá.
-Ju, ele tá chorando.
-Meu deus! Mas são 03h30!? Será que é o dente? Agora eu vou lá.
-Ju, ele tá chorando.
-Paulo, eu tenho ouvidos, você sabia? Que horas são?
-05h30. Agora eu acho que é fome, vai lá.
-Ju, ele tá chorando. Tô meio tonto, acho que não dormi nada.
-Que horas são?
-07h. Será que é o dente e fome ao mesmo tempo?
 
Nós nos perguntávamos (silenciosamente e rolando de um canto ao outro da cama) onde estava aquele bebê que dormia a noite toda. Nossas cabeças foram tomadas pelo cansaço, estávamos exaustos e vivendo um "flashback" nada agradável dos primeiros meses de vida do Antônio Bento.

Nunca saberemos ao certo o que motivou esta insônia, mas temos algumas suposições para esta mudança repentina de comportamento noturno:

Com a volta da Ju ao trabalho, o Antônio Bento pode ter sentido muito a falta da mãe, tentando compensar sua ausência pedindo para ficar ao lado dela de madrugada. Há quem diga que isso realmente acontece.

Outra suposição seria o fato de termos acostumado o Antônio Bento a dormir sendo ninado e só depois ser colocado no berço dele. Num simples despertar noturno, ele se sentiria sozinho e não conseguiria voltar a dormir sem que alguém o ninasse novamente. Será?

A fome também pode ser um dos motivos. Crescendo, sua demanda por comida pode ter aumentado. Ele também pode ter tido o sono perturbado pelo crescimento do dente. Suas gengivas estão inchadas e a coceira ainda o incomoda muito. Humm, não sei.

Porém, no desespero de ter o compromisso de acordar bem no dia seguinte para poder trabalhar, chegamos a cometer um erro considerado grave para alguns médicos especializados em comportamento infantil, LEVAMOS ELE PARA A NOSSA CAMA!
 
Fomos tomados pelo desespero. Nossa única missão era cessar a choradeira noturna  e aproveitar alguns minutos de silêncio para tirar um chochilo, até que:

-Paulo, eu to surtando.
-Ju, eu também não tô legal não - hoje quase caí na rua e errei a estação do metrô.
-Vamos adotar a técnica do "nana neném".
-Sim, claro. O que é isso?

Continua...





sexta-feira, 2 de março de 2012

6° mês - surpresas e mais surpresas

Posso afirmar que o sexto mês de vida do Antônio Bento foi o mais surpreendente, no qual tudo aconteceu com uma rapidez assustadora. Cada dia que passa, é uma surpresa diferente, um passo adiante nessa louca viagem do crescimento do bebê.

Muito mais esperto que no mês passado, ele parece um rapaz, elegendo seus brinquedos e músicas favoritas e ficando sentado por mais tempo sem cair. Muito comunicativo, ele ainda continua com suas gargalhadas contagiantes e seu jeitinho conquistador de ser.

Nosso filho já não é mais aquele bebê calminho e "portátil". Já reage com rebeldia quando não quer alguma coisa e demonstra suas insatisfações com clareza. A personalidade dele está se definindo.

As primeiras manhas começaram a aparecer, nos obrigando a agir de forma enérgica e com voz de autoridade em várias situações, como por exemplo uma simples troca de fralda - quando ele não colabora, dando um show à parte para vestir a blusa ou body.

Foi no sexto mês que o Antônio Bento pegou uma forte virose, nos mostrando o quão frágil ele ainda é e nos deixando totalmente sem chão (pais de primeira viagem tem dessas coisas):

-Paulo, ele tá muito quieto, reparou?
-Reparei. Mas ele tá quente?
-Paulo, acho que ele tá quente!
-Ju, ele tá fervendo!

O maior desespero foi quando, ainda em casa, o Antônio Bento vomitou a medicação, nos obrigando a ir ao posto de emergência pediátrica por volta das 2h30 da manhã. Não foi nada agradável ver nosso filho de poucos centrímetros gemendo de dor e ardendo em febre. Por vários momentos, segurei o choro na garganta, mantendo a calma e torcendo para que a febre cedesse.

Foram dias em claro até que ele se recuperasse. Logo, a virose se mostrou ser uma forte gripe, entupindo as vias aéreas do Antônio Bento. Segundo round. Iniciamos um rodízio de nebulização (dia, noite e madrugada) e sugação de secreção nasal. Nosso cotidiano virou de cabeça pra baixo.

Nossa casa virou uma enfermaria. Era possível tropeçar no nebulizador e ter crise de riso devido ao cansaço causado pela falta de sono. Marcamos a pediatra de encaixe. Tiramos todas as nossas dúvidas e desabafamos nossas angústia e medos.

Tivemos experiências gastronômicas no sexto mês também, com inúmeras receitas feitas no recém comprado conjunto de panelas de ferro recomendado pela pediatra (pais de primeira viagem tem dessas coisas 2). Ele provou sua primeira papinha salgada.

Verão daqueles no Rio de Janeiro, experimentou também a piscina na varanda, a praia e se matriculou na aula de vivências aquáticas. Sem contar o carnaval, saindo pelos blocos infantis vestido de pirata, cheio de alegria.

Aquele "bebê reloginho" não está tão regrado assim. Vira e mexe nos acorda às 4h da manhã para saborear uma deliciosa mamadeira. Fica sozinho brincando? Só quando ele estiver de muito bom humor, caso contrário, é uma choradeira sem fim. Será o fim de uma era?

Haja literatura e métodos para que ele aprenda a dormir sozinho, brincar sozinho, não acordar à noite para mamar... ufa. Ih, a mamãe voltou ao trabalho! Mas isso é tema para um outro post. O sexto mês foi ou não foi cheio de surpresas?

Álbum deste mês:







segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Palavra do Especialista - Estímulo de Movimentos

Rafaela e o Antônio Bento durante a aula de movimentos

Uma dúvida muito comum entre pais e mães de primeira viagem é como e quando estimularem seus bebês a se movimentarem. É normal nos perguntarmos se estamos fazendo pouco, certo ou exagerando para que nossos filhos desenvolvam bem suas habilidades motoras.

Com quatro meses de idade, o Antônio Bento começou a frequentar a chamada "Aula de Movimentos", em um espaço para gestantes e bebês do nosso bairro (também disponíveis em creches). Na primeira aula, percebemos que ele adorou todos os estímulos realizados. Em pouco tempo, houve um significativo avanço nas suas capacidades motoras e decidimos continuar com a aula.

Sempre participamos das aulas com ele, interagindo com o Antônio Bento diretamente. Muito atenciosa, a professora nos ensinou todos os exercícios para repetirmos com ele em casa.  Hoje, ele está com 6 meses e ainda faz as aulas, só que numa turminha mais avançada.

Rafaela Hermeto, que ministra as aulas de movimentos, topou participar da "Palavra do Especialista", respondendo às perguntas abaixo:

1) Em que consiste a aula de movimentos? Quais seus benefícios?

Começamos com a massagem, buscando organizar a coordenação motora do bebê e à medida em que vão crescendo e ampliando suas possibilidades de movimento, acompanho-os sempre atenta à coordenação e propondo desafios (escadas, rampas e rolos de espuma para subirem ou passarem por cima). Fazemos uma "Conversa de Corpo" entre o bebê e o adulto que interage com ele. Nas aulas, os bebês também experimentam texturas, cores e sons.

Os benefícios:

    * promove o contato afetivo
    * favorece a confiança, a comunicação
    * desnvolve a consciência corporal
    * favorece o desnvolvimento psicomotor
    * previne desvios posturais
    * melhora a digestão e a eliminação

2) Para qual faixa de idade ela é indicada?

A partir dos 3/4 meses

3) Quanto tempo dura a aula?

40/50 minutos

4) Quais e que tipo de movimentos são realizados?

A massagem, rolamentos, arrastar, engatinhar, levantar, abaixar, preparação para caminhar, sempre respeitando tempo de cada bebê e buscando o equilíbrio da coordenação motora.

5) Há alguma contra indicação?

Quando o bebê está de barriga cheia ou doente. O ideal é que seja em um horário entre refeições e que esteja bem acordado.

6) Por que fazer aula de movimentos?

Gosto muito da frase "...os primeiros gestos do bebê orientarão seu comportamento futuro" (M.M Béziers e Yva Hunsinger - O Bebê e a Coordenação Motora).

7) Além da aula de movimentos, você indicaria alguma outro tipo de atividade para os bebês? Quais?

Musicalização para bebês, vivência aquática e para a socialização o grupo Cirandinhas.

8) É possível estimular os movimentos do bebê em casa? Como e a partir de qual idade?

Sim. Acredito que desde o início, com a massagem, a maneira de carregar, a posição de amamentar, o banho...

9) Quando os pais forem procurar uma atividade para os bebês, qual deve ser a principal preocupação na hora de matricular seus filhos?

Conhecer a proposta da atividade, observar a adequação do local (limpeza/espaço/luz/ material a ser utilizado). Mas acho que o principal é não sobrecarregar o bebê com atividades. O vínculo pais-bebê é fundamental para um bom desenvolvimento. Um bebê cheio de atividades, por melhores que sejam, vai ficar estressado e será prejudicial.


Conheça Rafaela Hermeto:

Formada em Psicologia (PUC-RJ /2000) e em Dança e Recuperação Motora na Escola Angel Viana (1995). Mãe de dois filhos. Trabalha em creche com bebês e crianças há 13 anos. Participou do grupo de estudos de Coordenação Motora, com André Trindade (Psicólogo e Psicomotricista - Nucleo do Movimento/SP) e da Oficina de massagem para Bebês com Emilia Cajaty (fisioterapeuta) também baseada nos princípios da Coordenação Motora. O método da Coordenação Motora foi criado por Suzanne Piret e Marie-Madeleine Béziers, psicomotricistas francesas que desenvolveram um profundo estudo sobre os gestos que favorecem a boa construção do corpo e do movimento humanos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Antena PAIciência - Cadeira Bumbo




Sentar é um marco na vida de qualquer bebê, não é mesmo? O fabricante da cadeirinha "Bumbo" garante que ela pode auxiliar e estimular os pequeninos a sentarem. Nós fizemos o teste!

Segundo o manual, a cadeira Bumbo pode ser usada assim que o bebê consegue manter a cabeça erguida (o que acontece lá pelo terceiro/quarto mês), garantindo conforto e o posicionamento correto da coluninha deles enquanto sentados nela.

Com o seu formato ergonômico, que se adapta ao corpo do bebê deixando-os sentadinhos de forma confortável, a cadeira funcionou muito bem com o Antônio Bento. Podemos perceber que com ela, nosso filho vem evoluindo na arte de sentar sozinho. Mas nem sempre a cadeira (que mais parece um penico) foi bem vinda aqui em casa.

Com três para quatro meses, o Antônio Bento não curtia muito ficar nela. Achava esquisito e chorava logo pedindo para tirarem ele dali. Mas com cinco meses, passou a curtir muito. Hoje, brinca nela e se diverte com o fato de estar literalmente sentado e sem o apoio de ninguém!

Nós temos também a bandejinha que é acoplada à Bumbo, onde colocamos os brinquedinhos e mordedores. Ele adora. Fica brincando e se curtindo sozinho feito um rapaz.

Daqui a pouco, quando for mais natural pro AB ficar sentado, vamos começar a usá-la como cadeira de alimentação. Feita de espuma impermeável ela é leve e fácil de limpar - servindo muito bem para as "tumultuadas" refeições.


A má notícia? No Brasil, ela custa uma pequena fortuna, coisa de R$ 250. Vale a pena tentar comprar uma usada pela internet ou pedir que alguém a traga. Nos EUA, ela custa apenas US$ 40 e a bandeja uns 10.


-Eu já sento sozinho na Bumbo!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Clipping PAIciência - Baby Center - As melhores praias do Brasil para bebês


Estamos no auge do verão. Para os que gostam, uma ótima oportunidade de levar os filhos para um refresco na praia! O portal Baby Center publicou uma matéria dando boas dicas para um passeio agradável e sem transtornos. Lá, eles também divulgam sugestões de praias enviadas por leitores de todo o Brasil. Vale a pena dar uma olhada! Boa praia!


Envie sugestões para o PAIciência!
pfpny@hotmail.com