terça-feira, 20 de setembro de 2011

Resultado da Enquete Tutorial PAIciência

O resultado da enquete sobre qual vídeo eu deveria começar o Tutorial PAIciência foi:

Com 68% - Banho de Chuveiro

 
Em seguida vieram:

21% - Trocar Fralda
10% - Enrolar o Bebê na Manta

AGUARDEM A ESTREIA DO TUTORIAL PAICIÊNCIA.
Fiquem ligados!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Novidade - Tutorial PAIciência


Atendendo a pedidos, darei início à mais uma seção no PAIciência, o "Tutorial PAIciência". 

Seguindo a linha "passo a passo" (comum dos tutoriais), publicarei aqui no blog vídeos práticos de atividades cotidianas que os pais podem realizar com o bebê.

Para começar, selecionei 3 vídeos para a estreia da seção.

Ao lado, vocês podem votar na enquete e escolher qual vídeo querem assistir primeiro. Os outros serão publicados na sequência de acordo com o resultado da votação.

Fiquem ligados e participem da enquete!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Em busca do pediatra perfeito

Não muito satisfeitos com o último pediatra, decidimos procurar um novo especialista para avaliar o peso do Antônio Bento e examiná-lo. Com uma sala de espera mais vazia, ao lado da nossa casa e coberto por nosso seguro saúde, já estavávamos comemorando, quando:

-Boa tarde doutor.
-Aham. Coloque o bebê na maca, tire a roupa dele e segure-o, por favor.
-Ok.
-Do outro lado querido. Esse aqui é o lado do médico.
-Ah, tem um "lado do médico"?
-Tem, e é esse aqui. Mãe e pai do outro lado da maca por favor.
Ele examinou o Antônio Bento minuciosamente. Cauteloso, pediu exames e nos disse para amamentá-lo no peito, mas de forma diferente a do primeiro médico. Obedecemos exatamente o que nos foi orientado na esperança que ele ganhasse peso.

Com os exames realizados, voltamos ao especialista:

-Doutor, tenho algumas dúvidas.
-Aham.
-Ele tem uma bolinhas vermelh..
-Normal.
-E tem também uma barriguinha meio estufa...
-Normal, meu filho.
-Gostaria também que o senhor visse a unha do dedão que me parece encrava...
-Meu filho, você só vê defeitos no menino! 
-Defeitos? Não é isso doutor, magina, é que a gente fica meio receoso, pais de primeira viage...
-Assim não dá querido!

Depois daquela grosseria toda, o pior ainda estava por vir:

-Olha, sinto muito viu, mas o filho de vocês está passando fome. Ele não engordou. Vamos parar com o peito querida, você não tem leite suficiente, ok? Vamos entrar com um complemento artificial e logo ele largará o peito definitivamente.

Saímos do consultório em silêncio, digerindo tudo aquilo. Nossa ficha caía a todo momento no caminho para casa. Aquele choro excessivo de hora em hora começava a ter explicação. Nós estávamos há um mês achando que nosso filho sofria de cólicas, dando funchicorea, fazendo massagem, compressas, medicando com antigases... quando, na verdade, ELE ESTAVA COM FOME! Irracionalmente, nos sentimos os piores pais do mundo.

Na saída do consultório, algo nos dizia que não voltaríamos mais ali. Se voltasse, seria para mandar o médico à merda. Não queríamos mais obedecer aquele infeliz. Mas, não tínhamos muito o que fazer, precisávamos alimentá-lo com urgência.

Naquela mesma noite, vimos nosso filho mamar feito um etíope na mamadeira. Como num passe de mágica, sua feição se transformou. Calmo, ele dormiu durante horas e, quando acordou, estava mais esperto e interagindo com todos. Cólica? Que cólica?

-Paulo, não quero desistir do peito tão fácil assim. Quero esgotar todas as possibilidades.
-Claro! O que você está pensando em fazer?
-Translactação. Assim ele beberá um pouco do leite materno e um pouco do artificial. Se fracassarmos, teremos a certeza que tentamos o possível. Vamos buscar uma especialista amanhã!

Foi o que fizemos.

domingo, 4 de setembro de 2011

1 mês - meu muito obrigado - à Juliana Mattoni Pimenta

Há dez anos, a vida nos apresentou um ao outro. De melhores amigos, passamos a ser namorados.

 De namorados, passamos a ser marido e mulher. 
Assim como num perfeito romance, vivemos grandes alegrias e tristezas.

Mas a vida ainda reservava grandes planos para nós.
Essa união nos deu um presente único, que ninguém tem igual, chamado Antônio Bento.

Hoje, dia 05 de setembro de 2011, faz um mês que a família "Mattoni Pimenta" recebeu um novo integrante.

Faz um mês que estamos descobrindo o real significado da palavra generosidade e realizando nosso grande sonho.

Faz um mês que estamos amando sem limites e incondicionalmente um pequeno rapaz de 49cm que, mesmo desse tamanho, virou nossas vidas de ponta cabeça.

Nesse últimos 10 meses, você foi muito mais do que eu poderia sonhar para o nosso filho. 

Gerando-o em seu ventre e dedicando-se aos primeiros cuidados do Antônio Bento,  você me ensinou o que é ter força, garra e foco, sem perder o controle, e o que é melhor, sem perder o humor.


Obrigado por me fazer feliz. Obrigado por ser minha mulher. Obrigado por ser a mãe que é para o nosso filho.

Sem você, nada disso seria realidade.

Meu muito obrigado.

Com amor, do seu amor,

Paulo Pimenta

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Amor de pai

No dia que em que vi meu filho pela primeira vez, fui tomado instintivamente por um  particular senso de proteção que nunca havia sentido antes por ninguém. Algo que me fez descer ao berçário da maternidade discretamente apenas para ter a certeza de que ele estava lá, que me acordou durante as primeiras noites para checar se ele estava bem e, mesmo muito cansado, me fez niná-lo de madrugada observando a perfeição do rosto dele.

Há exatamente dez meses que venho provando de sentimentos diversos, sem saber bem como descrevê-los.  Para nós homens, é muito difícil realizar e digerir certas coisas. Costumamos agir no automático, alguns com uma prudência fria, principalmente quando se trata de experiências novas, vivas, com dois olhos, braços, pernas e que te chamarão de pai assim que conseguirem.
 
Como todos sabem, não geramos nossos filhos, dividindo com eles o que comemos e sentimos durante nove meses. Nossa relação acaba por ser criada em fatos concretos, palpáveis, nem por isso menores ou improfundas. O que sentimos é apenas diferente, ao nosso tempo.

Após as duas primeiras e turbulentas semanas, durante minhas reflexões, como num flashback, me perguntei "Por que chorei nas ultras? Por que fiz hidroginástica aos sábados e inúmeros cursos com a minha mulher? Por que viajei até tão longe para comprar produtos de qualidade? Por que perdi meu sono refletindo sobre como prepararia tudo para a chegada do bebê? Por que estourei meus limites de crédito e passei noites em claro tentando planejar o futuro?" e a resposta veio enquanto acariciava a cabeça ainda carequinha do meu filho: "porque sempre te amei".

 Amor incondicional, amor de pai

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

No olho do furacão (5)

Na segunda semana, estávamos mais confiantes e tranquilos em relação aos cuidados com o bebê. O "furacão" parecia ter diminuído sua intensidade de 5 para 2. Minha mãe, que mora em outra cidade, voltou para a casa dela. Minha sogra, que trabalha, continuou a ajudar no que podia. Decidimos, então, contratar uma diarista para realizar as tarefas domésticas.

Se alguém lhe oferecer ajuda, aceite. O segredo é não se tornar totalmente dependente. Para isso, planeje-se. Ao seu tempo, você e sua mulher retomarão suas vidas. Procurem viver um dia de cada vez. Tendo condições de contratar uma enfermeira ou babá para este primeiro período, minha sugestão é CONTRATE (especialmente se não puder contar com o apoio dos familiares e não se importar com a presença de pessoas estranhas em sua casa). Para muitos, esse início pode ser de difícil adaptação, mas tenha sempre em mente que é complicado, mas não é eterno. Isso me serviu como um mantra.

Durante esta semana, continuei a trabalhar e à noite cumpria minhas tarefas diárias como pai. Porém, na sexta-feira, entrei de férias! A partir de agora, eu poderia contribuir mais em casa e curtir a minha família.
Já no meu primeiro dia de férias, nada de descanso. O Antônio Bento precisava visitar o pediatra.

É recomendável que os bebês visitem o pediatra quinze dias depois do nascimento para realizarem a pesagem, serem examinados e terem seus exames (pezinho e orelhinha) lidos pelo médico.

Naquele mesmo dia, minha mulher tiraria os pontos da cirurgia no consultório da obstetra. Nossa agenda estava lotada.
Optamos por não continuar com a mesma pediatra que participou do parto do Antônio Bento. Nada relacionado à profissional, mas sim à distância. O consultório dela era em um bairro distante da nossa casa, o que nos fez procurar outro especialista.

Esta era a primeira vez que o Antônio Bento sairia de casa por muito tempo. Procuramos colocar tudo que ele precisaria dentro da bolsa e partimos para esta "dupla jornada".

-Paulo, tô tensa.
-Magina Ju, ele está ótimo e sua cicatrização foi excelente. Vai dar tudo certo.
-Paulo, tô falando desse elevador. Você viu quantos consultórios tem nesse prédio?! Nesse momento devem ter oito pessoas doentes subindo conosco e uma comunidade de fungos e bactérias no ar. Socorro!

Até pensei em tapar o nariz do meu filho ou apertar o botão de emergência, mas mantive a calma e falei para ela se controlar também.

Durante a consulta, após um bom tempo na sala de espera (acostume-se com isso), descobrimos que ele não estava no peso "ideal".

Quando o bebê nasce, ele perde alguns gramas antes de deixar a maternidade, o que pode chegar a 10% do peso do nascimento. Depois que começa a se alimentar, o bebê "deve" recuperar o que perdeu em até 15 dias. Caso isso não ocorra, o médico lhe dirá o que fazer.

Um dos motivos pelos quais o Antônio Bento poderia não ter recuperado seu peso de nascimento foi o fato de termos deixado que ele dormisse durante toda a madrugada. Achávamos uma benção o meninão dormir às 0h e acordar por volta das 5h ou 6h. Ledo engano. Mesmo passados os dez primeiros dias, por ordem médica a partir de agora teríamos que acordá-lo de 3 em 3 horas para mamar incluindo a madrugada.

Saímos meio decepcionados do consultório, mas estávamos confiantes que o novo "plano de amamentação" daria certo. Dali, partimos para o consultório da obstetra, que retirou os pontos e deu nota 10 para a minha mulher. Agora ela estava livre do curativo e nós tínhamos enfrentado com êxito essa grande jornada!

Era hora de aproveitar minhas férias ao lado da minha família. Nossa vida começava a voltar ao normal. Estávamos mais fortes, mais confiantes, criando nossas identidades de pais.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

No olho do furacão (4) - Palavra do Especialista - Chupeta

Ainda na primeira semana em casa, percebemos que os choros do Antônio Bento começaram a ficar mais recorrentes. O simples ato de trocar a fralda mais parecida um ritual de tortura medieval. Na hora de dormir, ele demorava a pegar no sono e parecia irritado com alguma coisa. Mas o quê? A fralda estava limpa, ele estava quentinho, confortável, de barriga cheia...

-Paulo, pode falar aí no trabalho?
-Posso. Tudo bem?
-Tudo ótimo! Dei a chupeta! Ele está quietinho!
-Quer dizer que nossos problemas acabaram!?
-Paulo, é só uma chupeta.

Ao mesmo tempo que estávamos felizes em saber que a necessidade de sucção suprida cessava o choro do nosso filho e o alcalmava, ficamos preocupados em relação à chupeta. Podíamos mesmo dá-la ao nosso filho? E a arcada dentária dele? E a respiração? E se ele largasse o peito?

Antônio Bento e sua inseparável chupeta

Várias dúvidas surgiram. Antes de darmos o polêmico "bico plástico" a ele, lemos muitos artigos de especialistas que defendem o uso chupeta, mas com algumas restrições. Mas que restrições são essas?

Neste post, inauguro a "Palavra do Especialista", uma seção na qual publicarei artigos (escritos especialmente para o PAIciência) de especialistas colaboradores. E para começar, dou a palavra à Drª Camila Guimarães:

Odontologia Infantil - Posso dar Chupeta para o meu filho, Doutor?

Sinto-me honrada por poder representar a odontologia nesse cantinho tão especial. Venho acompanhando o PAIciência e me senti motivada a escrever algumas orientações para os papais e mamães sobre Saúde Bucal Infantil. Um assunto importantíssimo para o bem estar da criança e, com certeza, para a tranquilidade dos pais.

Preservar a saúde de um filho é obrigação de todo responsável e eu espero saciar todas as dúvidas referentes á odontologia infantil.

Primeiramente, quero me apresentar. Me chamo Camila Guimarães, sou dentista formada na UNIFEB, em Barretos e estou "Periodontistando" na UNESP - Araraquara. Tenho uma relação especial com os meus pacientes infantis, costumo dizer que meu consultório fica iluminado após o atendimento desses baixinhos.

Também sou responsável por um blog voltado ao público odontológico chamado "Sofá do Dentista" e a Enciclopédia Odontológica, a "OdontoPédia". Meu maior prazer é poder levar informações aos meus leitores, o conhecimento é uma das maiores virtudes do homem, e no que eu puder contribuir para a compreensão da Odontologia, farei.

A pedido do papai Paulo, hoje falarei sobre a chupeta. Um assunto um tanto polêmico na nossa área, e que só conseguimos diagnóstico e tratamento com a ajuda de vocês, papais e mamães.

O "Dar ou não dar chupeta ao meu filho?" é uma das perguntas mais ouvidas pelo dentista dos pequeninos. E a minha resposta é: "talvez". Posso explicar. Todo bebê, ao nascer, necessita praticar a sucção, ou seja, os movimentos realizados pelas estruturas orais da criança, compreendendo língua, lábios, mucosa, músculos e ossos presentes na cavidade oral, precisam ser exercitados para o desenvolvimento saudável e harmonioso da face.

O correto seria que a criança se satisfizesse no peito da mãe. Além de receber o leite materno, que é o melhor alimento para o bebê, seu filho encontrará no bico do seio a estrutura ideal para a prática da sucção. Ele estaria se alimentando e saciando sua vontade de sugar.

Porém, isso raramente acontece; na maioria das vezes, o pequeno mata a sua fome, mas não a necessidade de sugar. Para se satisfazer, a criança acaba levando a mão a boca, e chupa o dedo. 

Chupar dedo está errado, é prejudicial ao desenvolvimento facial e está em constante contato com bactérias. O correto, nessa situação, é a troca do dedo pela chupeta. Mas daí vocês me perguntam: "Então a chupeta não é prejudicial ao desenvolvimento das estruturas da face?".  Posso explicar isso também.

Não, se ela for usada com moderação e retirada na época certa. Crianças com chupetas sempre a mão vão usá-las a toda hora, em todo lugar, fazendo disso um hábito nocivo. Consequentemente, os danos serão maiores e a retirada da chupeta, mais dificultosa. 

A chupeta indicada para o seu filho é a compatível ao tamanho dele. Chupetas grandes para boquinha pequena não é o ideal, tenham bom senso quanto a isso. Eu recomendo a retirada da chupeta aos 2 anos de idade.

Faça um acompanhamento periódico com o odontopediatra, leve seu filhote ás consultas e tire todas as suas dúvidas com o dentista. Como eu disse no começo do texto, mantenha-se informado, a saúde bucal da sua criança começa em casa. 

A minha dica de hoje é dar uma espiada no blog do meu amigo Tio Dentista. O Blog do Tio é um guia completo para papais e mamães. Tenho certeza que vocês vão adorar.

http://tiodentista.com.br/

http://www.sofadodentista.com.br/

http://www.odontopedia.info/ 

Até a próxima!