domingo, 12 de agosto de 2012

11 meses #tenso

- Alô, Paulo?
- Oi, tô ouvindo... e tentando me recuperar, claro.
-São só dez dias. Ok, é muito, eu sei... Mas vai dar tudo certo.
-Como você está se sentindo, Ju?
-Tô focando no trabalho, Paulo. Não quero sofrer por antecipação. Estarei do outro lado do mundo, sabe... Sem meu filho, sem você, com uma grande diferença de fuso horário, num país com uma cultura totalmente diferente da nossa, trabalhando em carga máxima, correndo o risco do meu filho não lembrar mais de mi...
-Ju!
-Oi!
-Você já tá sofrendo.

Durante o décimo primeiro mês, tínhamos um grande desafio pela frente: a primeira viagem internacional da Juliana após o nascimento do Antônio Bento.
A trabalho, ela precisou ir à Turquia. Consequentemente, acumulei os afazeres domésticos, bem como todos os cuidados com o Antônio Bento. Nosso filho estava exclusivamente sob os meus cuidados e responsabilidade. Claro que ia dar tudo cert...

-Bronquiolite, Paulo.
-Oi, Drª?
-Um inflamação viral nos brônquios. Geralmente acontece no inverno, em crianças até os três anos.
-No caso do Antônio Bento, durante as viagens da mamãe...
-Desculpe?
-Nada não, Drª... É grave?
-Tudo em bebês deve ser acompanhado de perto, papai. Vamos começar com esta medicação aqui.

Lá estava eu, tendo que administrar meu trabalho, nossa casa, a bronquiolite e os remédios. Minha sogra (sempre presente) me deu muito apoio.

Mais carente, provavelmente devido à ausência da mãe e à inflamação, o Antônio Bento ficou excessivamente manhoso. Tive que lidar com diversas crises de choro. Põe diversas nisso... Ele tossia muito e, na maioria das vezes, até vomitar (botando para fora a medicação, a água, a comida...). Não foi NA-DA fácil.

-Leda (minha sogra)?
-Oi, Paulo. Tudo bem?
-Não. O Antônio está com 39 de febre. Teria como você dormir aqui? Tô exausto e sua ajuda seria muito bem vinda. Já tentei dar o antitérmico duas vezes e ele vomitou as duas.
-Claro, estou indo.
Eu pressentia que esta ajuda seria essencial. Durante à noite, precisei novamente ir à emergência pediátrica. O Antônio Bento entrou no antibiótico e nebulizações com Berotec para combater à bronquiolite. Rapidamente viramos um zumbi.

De hora em hora, era preciso medir a temperatura, oferecer muito líquido e comida (vai que ele aceita...). Nebulização de 6 e 6 horas, antibiótico de 12 em 12.  Tudo devidamente anotado na geladeira e programado para despertar no celular. Foram dias difíceis.

-Paulo?
-Oi, como está a Turquia?
-Tudo bem, muito trabalho. E ele?
-Melhorando. Que bom que você volta amanhã!
-Então... Não volto. Precisarei ficar mais dois dias.
(Silêncio).

Foram loooongos dois dias. Depois que a Juliana voltou, tudo voltou ao normal (ironia da vida). Nem sinal da bronquiolite. O Antônio Bento reconheceu a mamãe, sem indícios daquelas terríveis histórias de que o filho esquece da mãe...

Mais maduro, visto que estava para completar um ano, Antônio Bento aprendeu a bater palminhas, conversar mais (na língua dele) e definitivamente, mamar sozinho, segurando sua própria mamadeira.

Foi durante o décimo primeiro mês que decidimos que seria melhor colocá-lo na creche. Visitamos algumas delas aqui no nosso bairro. Muitas com funcionárias despreparadas, lotação máxima (quase um presídio infantil de segurança máxima), bagunçadas e até sujas... Complicado.

O treinamento para andar ganhou força. Se apoiando em tudo, o Antônio Bento não teve medo e percorreu a casa toda. Inúmeras vezes, diga-se de passagem. Sempre é uma festa quando o assunto é ir ao parquinho! Seu brinquedo favorito é um balanço.

O mês de julho foi atípico no Rio de Janeiro. Fomos à praia durante os finais de semana para matar o calor. Tive a honra de participar do programa "Encontro com Fátima Bernardes" para falar de um assunto que vem ganhando destaque no Brasil: "Homens que cuidam de bebês".

Aprendi mais uma vez que com a saúde não se brinca e que a minha felicidade está diretamente atrelada à saúde do nosso filho e a presença da minha mulher em nossas vidas. Sou mais feliz com ela e com ele cheio de vigor e saúde.

Que venha o décimo segundo mês!


Brincando de família turca

Durante o décimo primeiro mês, a cadeirinha que antes era de costas para o motorista, passa a ser de frente.

Bagunça na praia!

Encontro com Fátima Bernardes

Aqui vai o link do programa - apenas para assinantes do Globo.com
Se alguém achar no youtube - mandem o link!

Danoninho!

Felicidade na praia

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Décimo mês: vida social intensa

Lendo o título você pensou em nights, baladas, cineminhas e bares? Pois é, isso não nos pertence mais. Pelo menos não com a frequência de antes. Triste? Talvez. Se eu me arrependo? Às vezes desejo lá no fundo da alma a minha vida de volta (que jogue a primeira pedra quem nunca pensou). Tais pensamentos são logo dissipados quando você enxerga o seu filho novamente. Se isso não acontecer, procure ajuda.

Dez meses após o nascimento do Antônio Bento, posso afirmar que a nossa vida sofreu uma mudança drástica. Isso inclui a diminuição da quantidade de saídas e a escolha dos locais visitados. No décimo mês, a agenda social foi intensa sim, mas cheia de programas infantis e familiares (nem por isso menos divertida).

Somos um casal muito ocupado. Dois jornalistas com responsabilidades e horários imprevisíveis. Trabalhamos horas e horas durante a semana, tendo pouco tempo para aproveitarmos a agitação característica desta idade. Quando chego do trabalho, só consigo cumprir a rotina dele: dar jantar, sobremesa, escovar os dentes, dar água, banho, leite e colocar no berço. Quase não sobra tempo para mais nada...

No post anterior, falei sobre como o Antônio Bento está agitado e cheio de energia. No décimo mês, aproveitamos bastante essa agitação fora de casa. Com um bebê mais esperto, durante os finais de semana, fizemos muitos programas ao ar livre e assistimos à algumas peças teatrais para a idade dele. Parece difícil, né? No mínimo monótono. Mas ser pai compensa tanta mudança (por mais que essa frase possa parecer clichê).

Tenho como meta não me arrepender por não ter dado atenção suficiente para o meu filho durante sua infância (que de fato passa rápido). Ser pai na sociedade capitalista é carregar lá no fundo uma culpa por não ter muito tempo para gastar com o seu próprio filho. Ninguém está livre disso. Por várias vezes, minha mulher e eu pensamos em contratar uma babá para que pudéssemos fazer o que quiséssemos durante os finais de semana.

Confesso que esse pensamento é recorrente. Mas e ele? Não sou pai de pegar meu filho cheiroso no colo, dar um beijinho e devolvê-lo para a babá. Depois que tivemos o Antônio Bento, ele passou a preencher boa parte do nosso tempo. Inclusive os finais de semana.

Quando temos tempo livre sábado e domingo, gastamos o máximo possível juntos. Para matermos nossa individualidade como casal  (porque precisamos), contamos eventualmente com a ajuda de alguns bons amigos e familiares por algumas horas. Deus conserve esses amigos e familiares.

-Ju, que horas são?
-Duas da manhã.
-Por que ele tá chorando, Juliana?
-Não sei Paulo. Pergunta pra ele.

Fronha babada, dedo na boca, olhos fechados, agonia... Pronto, os dentes de novo! No décimo mês, o Antônio Bento sofreu com o doloroso crescimento dos seus primeiros dentes superiores. Foram inúmeras suas manifestações de dor durante a madrugada.

Foi também no décimo mês que o Antônio começou a tentar ficar em pé sem apoios, comeu seu primeiro danoninho e curtiu uma piscininha na praia. Foi neste mês que começamos a executar os preparativos para a festa de um ano. Pude sentir de fato que a a minha presença na vida do meu filho faz toda a diferença para ele.

Como eu percebi isso? Vendo na cara dele a felicidade de estamos juntos. Continuo com a minha meta. Essa fase passa rápido. Que seja intenso enquanto dure.

Álbum deste mês:

Teatro, a gente vê por aqui.

Almoçando em Friburgo!


Meus dentes superiores nascendo


Bagunça na piscina - Leblon


Com meu amigo Miguel, em Ipanema.


Na peça "Cirquinho de Luiza"


No Leblon com meus tios paulistas


Na orla!


Mamando sozinho feito um rapaz.

domingo, 17 de junho de 2012

Nove Meses: O Prenúncio da Desordem


-Antônio Bento, tira a mão daí!
-Antônio, você vai cair!
-Antônio Bento, não pode dar um tapa na cara da sua mãe! Isso é feio.
-Antônio Bento, para de gritar, meu filho!

No nono mês, quase todas as nossas energias foram gastas educando esse rapaz destemido e cheio de vontades. Todos os dias, às 6h30, ele acorda com gás total, tocando o terror dentro do berço, derrubando tudo que estiver ao alcance e gritando para chamar a atenção. No chão, engatinha pela casa toda, põe tudo na boca, fica em pé, coloca o dedo onde não deve, prende a mão, prende o pé, bate a cabeça, cai de costas, cai de frente... Não tem medo de nada!

Com nove meses e meio, o Antônio Bento falou a primeira sílaba: "dá!" Ainda sem saber o significado dela, tudo virou motivo para o "dá!". É "dá!" o dia inteiro. No corredor, no elevador, em casa, no supermercado, de forma carinhosa, de forma grosseira, de forma raivosa, ele sempre adapta o "dá!" às mais diversas situações.

Com uma personalidade forte, o pingo de gente já dá ordens e briga feio quando é contrariado. Trocar fralda virou um tormento. Como não tô aqui pra ouvir desaforo de neném, comecei minha saga para uma boa educação. Cedo? Não sei. Só sei que foi com nove meses que o Antônio Bento começou a entrar na linha de verdade.

A cada "faniquito" ele recebeu uma bronca bem dada para mostrar desde já quem é que manda em casa. Sentimental, ele sempre fica brigado por um bom tempo, mas depois tenta nos seduzir com um sorriso ou um carinho no rosto, o que sempre dá certo.

É claro que o desenvolvimento dele também trouxe momentos inesquecíveis. Quem não se emociona ao ver um filho dando seus primeiros passos, mesmo que com a ajuda do andador? No nono mês, colecionamos risadas e emoções. Teve a primeira palminha, o primeiro tchau e a primeira sobremesa.
Fã de um barulho, qualquer superfície ou potinho usado vira um instrumento na mão dele. Nosso filho está crescendo. Agora eu entendo quando dizem "aproveitem bem, porque passa rápido". Passa mesmo.

Álbum dos nove meses:




Provando açaí pela primeira vez!





Dando suas primeiras ordens.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Sexo - antes e depois da gravidez




Meu filho já completou 9 meses. Hoje, posso comentar com mais propriedade sobre sexo, antes e depois da gravidez. A teoria de que sexo é igual a pizza todo mundo sabe (até quando é ruim, é bom). Mas e durante a gravidez e depois dela, costuma ser bom assim?

Há quem diga que sim. Inclusive, para as mulheres, reza a lenda que durante a gestação, a sensibilidade e o prazer aumentam. Por outro lado, há mulheres que criam uma aversão ao marido, causada pelos terríveis hormônios da gravidez. É uma roleta russa.

E para nós homens? Obviamente, não há como generalizar, mas posso afirmar que muita coisa muda. Não me sinto confortável em ser uma espécie de "mensageiro do terror", mas se você está "grávido", poderá entender boa parte do que relatarei. Caso você esteja pensando em ter um filho, sente-se.

Durante a gravidez muita coisa acontece. Digamos que sua mulher poderá ficar enjoada, cansada, sonolenta... Isso prejudica o sexo? Sim. Sua vida sexual mudará ou pelo menos se adaptará.

Vou falar da minha experiência. Durante os primeiros 5 meses, o sexo mudou muito pouco. Toda aquela vontade e explosão de prazer foi diminuindo (para ambos) a medida que a barriga ia crescendo. Há quem não se importe com a barriga. Inclusive, já vi casos em que gestantes são objetos de desejo erótico. Não é o meu caso.

Inexplicavelmente, sempre tive as gestantes como imaculadas, quase um receptáculo do sagrado. Nunca consegui desassociar que dentro delas existe uma criança.

Agora, havia alguém entre nós. No sexto mês, o sexo foi interrompido de forma natural. A boa notícia, é que triplicamos o carinho e a atenção. Estávamos em comum acordo de que o sexo ficou de lado. Mas só por enquanto, claro.

Nada substitui um bom diálogo. Seja sincero com a sua mulher e estimule que ela também seja com você. Para que o sexo aconteça e seja bom, é preciso que os dois estejam numa mesma sintonia. Conversar é muito importante nessas oras. Existem outras práticas sexuais que podem ser aprimoradas durante esta fase.

Pois bem. Bebê fora da barriga e lá vem o resguardo. Este período (que varia entre um mês e 40 dias) é importante para que tudo se ajeite no corpo feminino após todas as intervenções e mudanças ocasionadas pela gravidez. É o período de cicatrização para o caso das cesáreas.

Fora da barriga, o bebê dificulta o cotidiano como um todo. No meu caso, horários e rotinas foram alterados. Nossas cabeças só pensavam em como nos adaptaríamos a tudo aquilo. Portanto, mais uma vez o sexo não era prioridade naquele momento.

No segundo mês, as coisas foram se ajeitando. Nossa conexão e desejos voltaram. Estávamos retomando nossa vida sexual após todo esse tempo de seca e turbilhão de novidades. Tivemos que nos adaptar ao novo morador da casa. De forma natural, fomos verificando os melhores horários e momentos. Tenha em mente que por várias vezes vocês serão interrompidos por choros histéricos do quarto ao lado. É a vida meu caro.

A minha sugestão é que o romantismo prevaleça. É importante que o casal tenha um espaço para si. Desde sempre (a primeira vez com 20 dias de vida) deixamos o Antônio Bento sob os cuidados de alguém para ir ao cinema, por exemplo. Uma saída rápida já tá valendo. Um simples jantar a dois, ou uma saída com amigos para um chopp podem salvar um casamento. Vai por mim.

Sua casa muda, sua cabeça muda, suas prioridades mudam... É difícil manter o romantismo tropeçando no nebulizador ou sentando num brinquedo barulhento durante o ato. Complicado reservar uma energia dentro da rotina que nos obriga a ser um bom profissional, pai/mãe, ou seja, um super-homem/mulher. Mas nada é impossível.

Aos poucos nossa vida se ajeita. Infelizmente, as pesquisas demonstram que boa parte da população mundial não consegue esperar até que isso aconteça e terminam o casamento. Fuja da rotina massante. Tente sempre valorizar o casal, independentemente dos filhos. Os filhos crescem e se vão.

É muito perigoso quando se coloca o filho em primeiro lugar e a relação homem e mulher é deixada de lado. Mas isso é assunto para um próximo post.

Ps. A minha experiência e percepções pessoais não devem ser levadas e encaradas como uma verdade. Há sim uma possível e prazerosa vida sexual durante a gravidez. Converse com a sua mulher sobre isso. Saiba a opnião dela e diga a sua. Aqui vai um link das melhores posições sexuais para mulheres grávidas. Mostre para a sua mulher e divirta-se! Clique aqui.








terça-feira, 29 de maio de 2012

Clipping PAIciência: SUPER PAIS no Rio de Janeiro - Mais Você

Canso de ouvir e ler comentários do tipo "nossa, quem dera que todos os pais fossem como você!" ou "Você não existe, sua mulher tirou a sorte grande" (ok, que esta última eu concordo ahhaha). Pois bem, para quem também acha que PAIs estão e extinção e que o autor do PAIciência aqui é uma exceção, segura aê e reflita:



Clique aqui para ver o vídeo - sugestão da madrinha do blog @marianabelem (blogueira do Mãe de Primeira Viagem / VEJA - clique aqui) - e da leitora @marinaapmartins!

Envie suas sugestões via twitter @xeripe ou por email pfpny@hotmail.com

quinta-feira, 17 de maio de 2012

8° mês - Férias com o Papai

Sempre fui um cara de viajar bastante e aproveitar ao máximo as minhas férias, não importava o destino. Minhas duas últimas viagens antes da paternidade, por exemplo, foram pro Alasca e Amazônia. Desta vez, minha grande aventura foi outra: trinta dias com o Antônio Bento. Uma verdadeira "expedição" ao universo da paternidade.

Não temos babás. Quem fica com o Antônio Bento durante o nosso horário de trabalho é a minha sogra, vó materna dele. Porém, durante as minhas férias, ela aproveitou para colocar a vida em dia (mais do que merecido). Portanto, lá estava eu, cuidando do nosso filho fulltime, assistindo de perto um mês cheio de mudanças, evoluções e crescimento.

Nossa rotina foi bem massante, não vou negar. Cuidar de uma criança requer muita atenção, horários, comprometimento e abnegações. Seria melhor ter ido pra NY, Europa ou Africa? Sim.

Posso contar nos dedos (de uma mão) os programas que fiz exclusivamente para mim nessas férias. Mas preferi não pensar muito... Já que eu tinha me comprometido a ficar com ele, queria tirar o maior proveito disso. Um coisa é certa: em troca dessa louca aventura, ganhei uma relação mais madura com o Antônio Bento.

Sempre que acordávamos, nos despedíamos da mamãe, que ia pro trabalho, e partíamos pra nossa rotina. Nela, muitos passeios à pracinha, parquinhos, shoppings,  natação e praia. Não necessariamente nessa ordem. Na pracinha, cheguei de mansinho, para ser aceito pelo "clã de mães" que frequentam diariamente o local:

-Olá, meu nome é Paulo e este aqui é o Antônio Bento. Podemos brincar também? (Lá fui eu interagindo com as mães e as crianças com todo o cuidado, como se elas fossem de uma tribo canibal do alto Xingú)

-Claro! Magina. Nós mães da pracinha estamos sempre abertas a novos integrantes no grupo.

Pronto, rapidamente eu estava envolvido e convidado para a festa mensal dos frequentadores da pracinha.

Na natação (tema do próximo "Palavra do Especialista"), foi a mesma coisa. Antes do início da aula e depois dela, conversei muito com as mães e pais sobre marca de chupeta, fraldas, contando meus casos e dividindo teorias e dicas sobre a paternidade... Opa! Hora do almoço! Todos os meus dias de férias eram regrados e guiados pelos horários das refeições. As crianças comem muito...

Entre uma sessão e outra de choro, eu dava o meu melhor, sempre pensando que tinha escolhido ser pai e que a paciência é um dom do ser humano no e talz... Troquei muita fralda, dei muito suco, preparei muita papinha, aprendi receitas... Ufa.

Mas o mais importante disso tudo, foi perceber que o Antônio Bento a partir de agora me via como pai dele. Nossa relação tinha mudado. Estávamos mais amigos e próximos.

Durante o oitovo mês, presenciei o crescimento rápido, espantoso e doloroso dos primeiros dois dentinhos. Vi nosso filho apoiar nos móveis para ficar em pé e fazer suas primeiras amizades. Ah, foi neste mês que ele iniciou sua vida cultural, indo pela primeira vez ao teatro. Comportado, ficou vidrado no espetáculo da Galinha Pintadinha.

Entre uma diversão e outra, repreendi muitas crises de choro e manhas. Comecei a educá-lo de verdade, dizendo o que é certo e o que é errado. De fato, ser pai não é apenas dar um beijinho de boa noite e de bom dia. É preciso se esforçar para participar do dia-a-dia do meu filho e da sua formação. Percebi que isso é importante para mim e para ele.

Álbum deste mês e dicas de locais públicos para levarem seus filhos na cidade do Rio de Janeiro.


IpaBebê - Posto 8 - Praia de Ipanema - Parquinho na areia com trocador e muitas crianças para interagir.

Neste mês, foi o papai aqui que participou da natação!


Antônio Bento vai ao japa com os amigos do papai.


Pela primeira vez no teatro - ao fundo a amiguinha Julia!
Espetáculo da Galinha Pintadinha - Vale a pena assistir.


Em pé sozinho pela primeira vez!


Compenetrado durante a cirandinha musical gratuita do Parque Lage - no Rio de Janeiro


Pronto para a primeira festa de aniversário!

Primeiro passeio de Metrô.


Tirando onda em pé no berço.


Almoço casual com a tia Anninha durante as férias do papai.


 Baixo Bebê -  Leblon - Em frente a rua General Venâncio Flores - Vários brinquedos na areia e muitos bebês para interagir!


 Praia do Leblon - Em frente ao Baixo Bebê - ótimo lugar para encher a piscina de plástico e ficar com as crianças.


Com os amigos da pracinha - em Botafogo


 Parque Lage - no Jardim Botânico - Rio de Janeiro com a amiga Julinha e sua mãe Biancha!

Vídeo Entrevista com o AB.


Almoço com o papai de férias! Papai imitando a galinha pintadinha pro AB comer...

terça-feira, 17 de abril de 2012

Antena PAIciência: Babador da Tomee Tipee


Antônio Bento faz uma sujeira danada quando come. Agora até está mais rapazinho, mas até uma semana atrás quase tinha que tomar banho após cada refeição.
A bagunça só não era maior porque a gente usou o babador de plástico/ borracha Tomee Tipee Explora Easi Roll. Eles parecem duros, mas são super maleáveis e cobrem até a barriga.
O mais legal é que eles têm um bolsinho tipo canguru que pega os pedacinhos de comida que caem. Também têm vários furinhos para regular e são ridiculamente fáceis de limpar. É só passar um pano ou esponja ou jogar debaixo d´água mesmo. Só tem um problema: eles ficam manchados com comidas laranja tipo mamão. Mas nada é perfeito né?

Vale a pena comprar quando o bebê começa a comer.

Nos EUA custam tipo 20 dólares o pacote com 2. Que tal?
Antônio Bento e seu babador.